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quarta-feira, 13 de julho de 2011

A conquista de um sonho

 
Acredito que poucos se deram conta das vitórias conquistadas pelo Corinthians no seu Centenário. A primeira delas, e talvez a mais importante porque abriu caminho para as que se seguiram, foi a reestruturação da diretoria do clube. O Corinthians, semelhante a grande maioria dos clubes brasileiros, nunca havia conseguido emplacar uma administração profissional de seu futebol. A história do alvinegro paulista foi marcada por diretorias amadoras, escândalos, declarações acaloradas, negócios realizados por pura emoção ou que não beneficiavam em nada o clube.

No entanto, após umas das piores crises, que levou o clube ao inferno da segunda divisão, surgiu no Corinthians uma nova administração muito mais próxima ao modelo profissional que todos desejam. A marca Corinthians foi reconhecida como uma das mais importantes do país, gerando uma série de ações de marketing muito bem sucedidas, auferindo muitos recursos ao clube, além do reconhecimento internacional. O time passou por um grande período mantendo a base e o treinador, comportamento que permitiu o retorno a primeira divisão do futebol nacional, lhe rendeu títulos tanto regional quanto nacional e o colocou novamente na disputa do mais desejado título para os corinthianos, o da Copa Libertadores.

A Libertadores não foi conquistada, ainda, porém algo mais importante, e que parece passar desapercebido, sim. A construção de seu estádio, sonho mais antigo do que a conquista da América, foi garantida hoje. E mais, este estádio tão desejado e tão importante para seu crescimento e afirmação do clube como o mais importante do país, será nada mais nada menos do que a abertura da Copa do Mundo de 2014! Esta conquista, articulada no ano do Centenário, é muito mais importante do que a Libertadores, porque elevará o clube a um novo estágio e proporcionará muitos títulos, inclusive o da Libertadores.
 
Por Rafael Soares

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Globo e o futebol brasileiro

Uma vergonha! Ultimamente a organização do futebol brasileiro tem me trazido grandes decepções. Primeiro uma elitização do futebol, ancorada no preconceituoso argumento do combate à violência nos estádios e implementada através da elevação dos preços dos ingressos e da "madrugadização" dos jogos.
Agora vem a fragmentação dos clubes através da destruição de sua entidade, gerando uma submissão completa e por contrato aos interesses da Globo. Não que o Clube dos 13 seja um exemplo de organização e de lutas em pró da união dos times e em defesa do torcedor, mas era uma forma de organização que poderia fornecer maior força frente a outros atores. Acredito que os times irão pagar caro pela visão imediatista e completamente  individual de seus dirigentes e por se afastarem de sua torcida.
Aliás, torcida que precisa se organizar não apenas para torcer, mas para defender sua importância e exigir respeito.

Por Rafael Soares